sábado, 30 de outubro de 2010

"Nem o Papa nos tira essa vitória!"

Prezados leitores,
Salve Maria!



O título deste post foi tirado do mesmo blog petista que incitava a militância do partido a combater a Igreja Católica. Em sua tresloucada soberba, os petistas oscilam entre o desprezo e o ódio ao Bispo de Roma e à Igreja que ele chefia visivelmente. Talvez os apóstatas filo-fascistas não se recordem das palavras de Nosso Senhor a respeito dos que perseguem Sua Igreja e os emissários dela:

"Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou."
(São Lucas 10:16)

Portanto, desafiar a Igreja é o mesmo que desafiar a Cristo. Que o cristão saiba ser digno de seu Senhor e repudie nas urnas aqueles que O rejeitam, dando assim a Ele o merecido desagravo.


Pax Domini,

O Cruzado Extemporâneo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Gloria in excelsis Deo! Papa Bento XVI sai em defesa dos bispos brasileiros que estão lutando contra o abortismo da candidatura Rousseff

Prezados leitores,
Salve Maria!




Foi com satisfação e alívio que os cristãos acolheram a mensagem do arcebispo Raymond L. Burke, Prefeito da Assinatura Apostólica do Vaticano (o mais alto tribunal da Santa Sé), defendendo a dignidade intrínseca da vida humana e o direito (se é que não dever) do episcopado católico de usar sua influência para dar combate a candidatos e partidos abortistas. Agora, para tornar nossa alegria mais completa, e para infundir ânimo nos bispos brasileiros que ousaram enfrentar a agenda abortista da candidatura oficial, o próprio Bispo de Roma lhes dá respaldo para que perseverem na defesa do direito à vida, inclusive, se preciso for, mediante o engajamento político. Gloria in excelsis Deo!

Alguns esquerdistas talvez se atrevam a rosnar contra o Santo Padre, qualificando as palavras de Sua Santidade como ingerência política de um chefe de Estado estrangeiro nos assuntos nacionais. Outros talvez irão repetir pela enésima vez o mantra bocó de que o Estado brasileiro é laico, e como tal, não pode admitir que as posições doutrinárias da Igreja embasem as políticas públicas do País. Antes de colocar aqui a íntegra da declaração do papa Bento XVI ao episcopado brasileiro, vou me ocupar em dar respostas satisfatórias aos meus possíveis detratores petistas e as suas hipotéticas objeções às palavras do Sumo Pontífice.

Quanto à questão da ingerência externa na política brasileira, se é que o papa Bento chegou mesmo a cometê-la, devo lembrar aos vermelhóides de plantão que deveriam repudiar a intervenção estrangeira nos assuntos brasileiros sempre, e não somente quando esta lhes é desfavorável. Que eu me lembre, nenhum petista reclamou quando Donna Hrinak, então embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, declarou que Lula era a personificação do "sonho americano", dando a entender ao eleitorado mais conservador que o atual presidente seria um capitalista autêntico e um bom democrata. Tampouco tive conhecimento de que algum petista tenha ficado indignado com as sucessivas declarações nas quais Hugo Chávez, o tiranete cucaracho filo-fascista da Venezuela, hipotecou seu entusiasmado apoio à candidata Dilma Rousseff.

No que concerne ao caráter laico do Estado, ainda que este seja 100% verdadeiro (e não é),  não se pode dizer que ele deva se traduzir em ateísmo estatal, em rejeição apriorística e sistemática a todas as normas que provenham de normas religiosas: se assim fosse, o furto e o roubo deveriam ser legalizados, já que as denominações cristãs condenam essas práticas. Bom ,e por que dizer que o Estado brasileiro não é verdadeiramenre laico? Algumas razões:

1- O preâmbulo de nossa Constituição invoca a proteção de Deus. Se o Estado brasileiro invoca a proteção do Altíssimo, isso significa que reconhece não só a existência Dele, como também admite sua posição hierarquicamente inferior inclusive no plano político (nem mencionemos no plano espiritual).
2- O Estado brasileiro imprime em nosso padrão monetário, o Real, a seguinte inscrição: DEUS SEJA LOUVADO. Tenha o leitor petista a bondade de verificar que a dita inscrição encontra-se rubricada pelo ministro da Fazenda e pelo presidente do Banco Central.

De antemão dadas todas as explicações às possíveis objeções dos eventuais detratores de S.S. Bento XVI, sigo adiante colocando aqui a íntegra da declaração do Santo Padre acerca da questão do aborto e as eleições brasileiras:




Amados Irmãos no Episcopado, 

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
FONTE: Fratres in Unum


Portanto, o Sumo Pontífice deu seu integral apoio à luta política dos sacerdotes brasileiros contra o aborto, momentaneamente encarnada na oposição à candidatura governista. Que ninguém se deixe enganar por padres e bispos que, não satisfeitos em omitirem-se do bom combate em prol da dignidade da vida humana, ainda ousam usar sua influência para demover os cristãos sinceros de engajarem-se nesta justa peleja.


Pax Domini,

O Cruzado Extemporâneo


PS: Recomendo aos meus caros leitores que assistam e divulguem o vídeo que segue:

http://www.youtube.com/watch?v=ny9ZmOBasgI&feature=player_embedded

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma Rousseff: "Sou a continuidade do governo do presidente Lula"

Prezados leitores,
Salve Maria!



Aqueles que acompanham os noticiários mais importantes, ou mesmo blogs simplórios como este, já conhecem o entranhado comprometimento do PT e de sua candidata presidencial com a causa abortista. De fato, recentemente houve um recuo tático da candidata (não do partido) quanto a delicada questão do aborto: antes abertamente favorável à descriminalização/legalização, a candidata petista agora renega esse seu posicionamento, temerosa que está de perder ainda mais votos em decorrência da ira santa do eleitorado cristão.

Como são restritos (e suspeitos) os apoios dos quais ainda desfruta em comunidades religiosas, e ciente de que precisa compensar de algum modo as consequências eleitorais desse minguado e declinante apoio, a candidata governista tem se socorrido de maneira crescente na figura do presidente Lula. Não lhe resta mesmo outro expediente: a bisonha palermice que demonstra em suas aparições públicas, somada ao medonho histórico político-administrativo que possui, já saltam aos olhos mesmo do mais desinformado dos eleitores, que, se ainda nela vota, o faz por instintivo apego às benesses reais e/ou hipotéticas que o governante atual supostamente lhe teria alcançado nos últimos 8 anos. Sabendo disso, a campanha petista trata de excitar nesse eleitor o medo (particularmente injustificado no que respeita ao Bolsa-Família) de que uma vitória oposicionista nas eleições presidenciais lhe custe benefícios dos quais esteja usufruindo. Em suma, o PT espera seduzir os eleitores (principalmente os cristãos que declinaram em apoiá-lo) açulando desmesurados apegos carnais de natureza estomacal e pecuniária, rebaixando os filhos de Deus à condição de criaturas de Deus, não muito diferentes dos bichos. Mas isso já é outro assunto que pretendo retomar futuramente.

Bem, e o que podemos fazer para dissociar a imagem da candidata Dilma de um governo popular como o do presidente Lula? Como devemos proceder para que ela não capitalize os votos de todos os que enxergam nela a continuidade do governo atual, e com isso impedir que ela consiga vencer as eleições? Minha resposta: não devemos tentar dissociar a imagem da candidata Dilma do governo Lula. Devemos, pelo contrário, atrelá-la ao presente governo cada vez mais firmemente, de modo que ela colha os frutos de TODAS as realizações do presente governo, e não somente daquelas que não irão incomodar os cristãos.Dessa forma, Dilma Rousseff não poderá usar Lula para compensar a perda de votos entre os cristãos, ao menos não sem que isso signifique perder ainda mais votos entre o eleitorado religioso. Vejamos algumas "realizações" do governo Lula:


        - Prostituição é reconhecida pelo Ministério do Trabalho como profissão



5198-05 - Profissional do sexo - Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Puta, Quenga, Rapariga, Trabalhador do sexo, Transexual (profissionais do sexo), Travesti (profissionais do sexo)


Descrição sumária


Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.








 - Ministério da Saúde ensina a usar drogas injetáveis "adequadamente":

*Se você usa drogas injetáveis, precisa seguir algumas regras básicas. Por isso, dê uma olhada nas seguintes recomendações:


*use sempre o seu próprio equipamento (seringa, agulha, água, colher, copo etc.).Todos esses instrumentos oferecem risco de contaminação;


*não compartilhe o local onde prepara a dose;


*não reutilize agulhas;


*use agulhas bem pequenas para se injetar;


*use pequenas quantidades de água para dissolver;


*limpe o local com álcool antes de se aplicar;


*pressione o local aplicado com o polegar;


*não repita a dose com a mesma seringa;


*não repita a dose na mesma veia;


*tome cuidado ao descartar seu equipamento de injeção; coloque instrumentos (agulha, seringa etc.) numa lata de refrigerante vazia ou numa caixa segura;


*saiba que droga com impurezas pode causar infecção das válvulas do coração e dos vasos sangüíneos, feridas na pele e infecção generalizada;


*para fortalecer as veias, pressione com as mãos uma bolinha de borracha ou de papel. Repita sempre esse exercício.





Nem preciso dizer: divulguem, leitores!



Pax Domini,

O Cruzado Extemporâneo






Vaticano endossa clérigos que estão combatendo o aborto nestas eleições

Prezados leitores,
Salve Maria!



À semelhança do PT, a candidata Dilma defende o aborto
Para alívio dos verdadeiros fiéis da Santa Madre, o Vaticano endossou os esforços de padres e bispos que têm publicamente se manifestado contra partidos e candidatos favoráveis ao aborto. De minha parte, compartilho com vocês a maravilhosa notícia e exorto os nossos sacerdotes católicos a continuarem o bom combate em prol da intrínseca dignidade da vida humana.



Pax Domini,

O Cruzado Extemporâneo






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Mons. Burke, Chefe do Tribunal Supremo do Vaticano



Luis Dufaur

Ao discursar no Congresso Mundial de Oração de Vida Humana Internacional, em Roma, o arcebispo Raymond L. Burke recebeu aplausos quando ele mostrou que os políticos católicos que apóiam o aborto devem arrepender-se publicamente, informou a agência canadense LifeSiteNews.

Falando aos líderes pró-vida de 45 nações, o Prefeito da Assinatura Apostólica (o mais alto tribunal do Vaticano, equivalente ao Supremo Tribunal Federal ‒ STF) sublinhou que “tanto os bispos quanto os fiéis” devem ser obedientes ao Magistério ‒ que ele descreveu como o ensinamento de Cristo transmitido para o povo através do sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele.


    “Se o pastor não é obediente, facilmente se introduz a confusão e o erro no rebanho”.



(Leia o discurso completo ‒ em formato PDF, em inglês)
Veja vídeo


“Quando os pastores do rebanho são obedientes ao Magistério, a eles confiado, então, certamente, os membros do rebanho crescem na obediência e avançam junto com Cristo pelo caminho da salvação”, disse ele. “Se o pastor não é obediente, facilmente se introduz a confusão e o erro no rebanho”.

O presidente do Supremo Tribunal da Igreja, que também é membro da Congregação para os Bispos, acrescentou:

“O mais trágico exemplo de falta de obediência na fé, inclusive por parte de certos Bispos, foi a resposta de muitos à Carta Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI, publicada em 25 de julho de 1968. A confusão que resultou empurrou muitos católicos para costumes pecaminosos em matérias relativas à procriação e à educação da vida humana”.

Malefícios dos bispos que não condenam claramente os atentados contra a vida e contra a família

A Humanae Vitae reafirmou o imemorial ensino cristão sobre a imoralidade do uso de contracepção artificial.

No entanto, após sua publicação a encíclica foi repudiada por muitas pessoas dentro da Igreja Católica, incluindo padres e bispos, que tinham acreditado que a Igreja mudaria sua posição sobre a contracepção.”

Voltando à questão do escândalo dentro da Igreja, o arcebispo disse:

“Nós achamos auto-proclamados católicos, por exemplo, que sustentam e apóiam o direito da mulher a provocar a morte do bebê em seu ventre, ou o direito de duas pessoas do mesmo sexo a serem reconhecidas pelo Estado em pé de igualdade com o homem e a mulher que contraíram casamento. Não é possível ser católico praticante e agir publicamente desta forma”.
Arrependimento dos abortistas deve ser público

Em meio a estrondosos aplausos o arcebispo Burke explicou:

“Quando uma pessoa defendeu publicamente e colaborou com graves atos pecaminosos, levando muitos à confusão e ao erro em questões fundamentais que dizem respeito à vida humana e à integridade do matrimônio e da família, o seu arrependimento também deve ser público”.

O Prefeito da Signatura Apostólica, em seguida, expressou uma preocupação que tocou a fundo muitos dos ativistas católicos pró-vida presentes na conferência:

“Uma das ironias da atual situação ‒ disse ‒ é que as pessoas que denunciam o escândalo provocado por ações públicas gravemente pecaminosas praticadas por colegas católicos passam a ser acusadas de falta de caridade e de causar divisão no seio da unidade da Igreja”, disse ele.

“A gente vê a mão do pai da mentira agindo por trás deste menosprezo da gravidade do escândalo ou no ridículo com que são censurados daqueles que denunciam o escândalo”.
A unidade da Igreja, feita na verdade e no amor, exige denunciar os promotores de escândalos como aborto e “casamento” homossexual

O prelado do Vaticano concluiu a demonstração da tese defendida, dizendo:

“Mentir ou não dizer a verdade jamais é sinal de caridade. A unidade, que não é fundada sobre a verdade da lei moral não é unidade da Igreja. A unidade da Igreja está fundada na profissão da verdade com amor.

“A pessoa que denuncia o escândalo provocado por católicos com ações públicas gravemente contrárias à lei moral, não só não destrói a unidade da Igreja, mas convida a reparar o que é claramente uma violação grave da vida eclesial.

“Se não denunciasse o escândalo que consiste no apoio público aos atentados contra a vida humana e a família, a consciência do católico estaria sendo deformada ou entorpecida a respeito das mais sagradas realidades”.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"A Igreja é contra o PT, vamos combatê-la!"

Prezados leitores,
Salve Maria!

A candidata do PT em cerimônia pagã: mostrando onde estão as verdadeiras lealdades de seu partido


É com sincero pesar e com o coração temeroso pelos destinos da Igreja no Brasil que divulgo aqui um diabólico manifesto publicado em um blog petista. O documento contém uma convocação que não poderia ser mais explícita: uma vez que a Igreja, que é o próprio Corpo de Cristo, não se amolde aos ditames do Estado (ou melhor, do grupo político que ora o dirige), ela deve ser combatida pela militância do Partido-Príncipe.

A lógica que permeia o manifesto é a seguinte: se a Igreja não serve como revérbero para o discurso do Partido, ela não lhe pode ser útil, chegando a ser-lhe inconveniente, quando não ameaçadora. E assim sendo, não há motivo razoável para defender sua existência. É mais ou menos o raciocínio do sultão que, tendo conquistado o Egito, ordenou a destruição da Biblioteca de Alexandria: "Se os livros que lá estão confirmam o Corão, eles são desnecessários. Se o contradizem, são perigosos". De modo similar, a utilidade que o socialismo petista enxerga para a Igreja se dá enquanto a Santa Madre concordar em se rebaixar a reles apêndice propagandístico de sua agenda. Entretanto, se ela ousa se alçar unilateralmente à condição de intérprete crítico, torna-se desnecessária quando endossa tal agenda, ou reacionária quando (com toda a propriedade) a anatematiza.

Aqui vai a íntegra do manifesto, para que cada leitor tire suas conclusões.


Pax Domini,

O Cruzado Extemporâneo




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Freiras na Guerra Civil Espanhola







O PT não pode se calar diante da onda de calúnias que tem surgido contra a candidatura de Dilma Rousseff nestas eleições.


A direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata. Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários.


Precisamos salvar o Brasil do atraso, e fazer a defesa enfática de um Estado laico, que só será possível com a eleição de Dilma Rousseff. A Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário. Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja.


O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata. Não podemos permitir esse tipo de abuso, e faremos o combate de todas as maneiras possíveis. Precisamos continuar pressionando o comando do partido, dito moderado, para que continue defedendo os valores que historicamente são bandeiras do PT.


Nós acreditamos na liberdade religiosa, desde que a fé não seja usado como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas. Pesquisem o histórico dos chamados sacerdotes que se opõem ao PT e tentam manipular a opinião pública contra nós. Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária. Temos que agir para que lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica.Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perseguição socialista contra a Igreja no México: sinal dos tempos também para o Brasil?

Prezados leitores,
Salve Maria!


O Santo Padre condena o secularismo
Ultimamente têm havido freqüentes atritos entre as autoridades eclesiásticas e civis do México. Estas, mortalmente intoxicadas pelo veneno do secularismo radical (contra o qual nos alertou o papa Bento XVI em sua recente visita ao Reino Unido), redobraram seus esforços no sentido de promover uma agenda social de cunho socialista, que contempla itens como o "casamento" gay e adoção de crianças por sodomitas e lésbicas. Como não poderia deixar de ser, a Igreja tem combatido corajosamente essas absurdas afrontas a Deus, o que tem lhe rendido a hostilidade aberta dos asseclas e inocentes úteis de Satanás encastelados no poder secular mexicano, assim como já ocorreu outrora.


Eucaristia
Coincidência ou não, após esses eventos a Igreja mexicana agora corre o risco de ficar sem vinho para ser consagrado durante a Santa Missa, acontecimento inédito na história. Aparentemente, as vinícolas estão tendo baixa lucratividade com a venda do produto e pretendem abandonar sua produção ... Eu não sei quanto a vocês, mas isso me parece uma espécie de represália dos inimigos da Igreja. Fiquemos atentos ao que está acontecendo no México para que possamos pensar em maneiras de nos antecipar a semelhantes manobras se elas vierem a ocorrer aqui no País, já que também a Igreja no Brasil passa por um momento de contenda contra nosso governo, igualmente inspirado em idéias socialistas.  Também peço as orações de todos pela Igreja no México.



Pax Domini,
O Cruzado Extemporâneo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Gregório de Mattos Guerra, um visionário

Prezados leitores,
Salve Maria!


Sempre fui admirador da obra de Gregório de Mattos Guerra e de sua crítica ácida e contundente contra os relaxos tanto da vida pública quanto da vida privada, fossem cometidos por poderosos ou por gente da arraia-miúda. Causa-me perplexidade o quanto a obra do poeta baiano permanece contemporânea, levando-me a crer ou que Gregório tenha sido um visionário ou que o Brasil muda de modo similar ao posicionamento dos ponteiros do relógio, avançando para poder retornar ao ponto de partida.

O breve preâmbulo acima serve para colocar o leitor a par das motivações que me levam a partilhar o soneto que segue:



A cada canto um grande conselheiro.
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um frequentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.

Estupendo, não concordam?




Pax Domini,


O Cruzado Extemporâneo

Ainda Frei Betto

Prezados leitores,
Salve Maria!


O baluarte do catolicismo conhecido como Frei Betto, avalista da fé católica professada pela candidata do PT junto a seus supostos irmãos de fé, no passado trouxe a lume informações valiosas sobre a agremiação da cristã piedosa e devota que ora postula à Presidência da República. Que todos se instruam no manancial da sabedoria bettiana antes de votar!



Pax Domini,


O Cruzado Extemporâneo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É preciso entender a ideologia contemporânea da esquerda para podermos fazer frente a ela

Prezados,
Salve Maria!



Envio dois ótimos vídeos que explicam a mudança de paradigma dentro das ideologias de esquerda, fundamental para entender o porquê da insistência de certas frentes políticas em promover temas altamente impopulares, como o aborto ou legalização/descriminalização de drogas: trata-se de estratégia deliberada e consciente para atingir resultados desejáveis a longo prazo, quais sejam, a superação do capitalismo e a construção de uma nova civilização.



Do marxismo-leninismo clássico, mais ortodoxo, a esquerda avançou para Gramsci e a Escola de Frankfurt, sem que seus adversários entendessem (ou mesmo notassem) a mudança paradigmática dentro da ideologia sinistra (antônimo de destra, leitor!). Recomendo também a leitura deste excelente texto.

Bom proveito!






Pax Domini,


O Cruzado Extemporâneo

Espetáculo de cinismo e hipocrisia

Prezados leitores,
Salve Maria!



Já não é desconhecida a hipocrisia da sra. Dilma Rousseff. A testa-de-ferro usada pelo PT para dar de presente ao sr. Luís Inácio Lula da Silva o terceiro mandato por ele tão acalentado ganhou notoriedade não pelas idéias, ou tampouco pelo brilhante histórico político-administrativo, como de praxe se esperaria de qualquer candidato presidencial. O que a tornou notória foi sua singular capacidade de dizer dois períodos sem conseguir não contradizer-se, deixando o eleitorado dividido entre considerá-la estúpida, oportunista ou simultaneamente uma coisa e outra. Acusando-a de hipócrita, e apontando sua insofismável capacidade de manter a coerência pelo menos para fins midiáticos e eleitorais, espero ter deixado claro que considero a terceira hipótese a mais plausível ...

Devo dizer, entretanto, que acredito que o elemento do oportunismo se sobressai na personalidade da sra. Dilma Rousseff. Seu baixo tirocínio, seu reduzido poder intelectual, constrastam significativamente com a grandeza de suas ambições, particularmente as pecuniárias. Bem, e por que digo isso? Acabo de saber que a candidata presidencial do PT, sempre tão ciosa de alardear o amor que nutre pelo Brasil e seus desfavorecidos, está PROCESSANDO o País que pretende dirigir com a intenção de dele (de nós contribuintes) receber indenização, o que faz cair por terra a tese de que ela quer  "amar para governar, e governar para amar". Tendo conhecimento deste processo aberto pela candidata,  e a julgar pelo histórico de seu partido quando na Presidência, aparentemente a verdadeira tese adotada deve ser algo mais próximo do " 'mamar' para governar, e governar para 'mamar'".

Para que ninguém diga que estou inventando, deixo aqui a fonte da informação, primeiramente por mim obtida na comunidade Olavo de Carvalho. Clique no link http://portal.mj.gov.br/anistia/data/Pages/MJDC5E093DPTBRNN.htm. Em seguida, coloque o número do processo 2002.01.13016 e o nome Dilma Vana Rousseff. Caso o leitor faça tudo corretamente, e em seguida clicar no nome da requerente, aparecerá a seguinte tabela:





Lista de Andamentos
  Nº Processo: 2002.01.13016   Requerente: Dilma Vana Rousseff
 Data  Descrição
 09/02/2010  Gabinete do Presidente
 02/05/2007  Juntada por anexação - GABINETE
 02/05/2007  Juntada por anexação - GABINETE
 23/04/2007  Gabinete do Ministro da Justiça
 23/04/2007  Gabinete do Presidente
 14/03/2007  Juntada por anexação - DILIGÊNCIA
 12/03/2007  Juntada por anexação - DILIGÊNCIA
 10/01/2007  Aguardando cumprimento de diligências
 09/01/2007  Aguardando cumprimento de diligências
 09/01/2007  Aguardando cumprimento de diligências
 05/01/2007  Assessoria Interna (Setor de Diligência)
 28/11/2006  Devolvido
 28/11/2006  Juntada por anexação - ANÁLISE
 27/11/2006  Setor de Análise
 21/11/2006  Devolvido
 20/11/2006  Setor de Análise
 30/10/2006  Setor de Protocolo e Diligência
 31/08/2005  Setor de Análise
 04/07/2003  Devolvido
 30/05/2003  Remessa de Processos à 2ª Câmara
 28/03/2003  Devolvido
 28/03/2003  Setor de Protocolo e Diligência
 13/12/2002  Remessa de Processos à 1ª Câmara
Encontrados 23 andamentos.
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Alguém talvez ainda considere muito injusto que eu atribua oportunismo à candidata Dilma nessa questão, já que pleitea direitos a ela garantidos por lei. Afinal, foi barbaramente torturada e depois presa pelo Regime Militar. Bem, de fato não posso questionar a legalidade do pleito da candidata.O que questiono é a moralidade de exigir indenizações por sofrimentos a ela impostos em represália a suas atividades políticas. Dona Dilma não me perguntou se eu queria que ela comandasse organizações que praticavam homicídios e assaltos em nome de substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado, interesse que nunca foi senão o de alguns militantes desejosos de modelar o mundo segundo suas utopias, e jamais o da maioria do povo brasileiro. Tampouco creio que ela tenha pedido que os contribuintes da época, e menos ainda aos de hoje, lhe dessem permissão para militar clandestinamente em prol da implantação de um regime socialista. Por que, então, deveríamos indenizá-la? Qual a nossa responsabilidade pelos abusos que dona Dilma eventualmente tenha sofrido em consequência de sua militância política? Conscientes da pertinência desses questionamentos, vários ex-militantes políticos perseguidos pela ditadura decidiram abrir mão dos benefícios a que teriam direito. Disse Millôr Fernandes a respeito dos esquerdistas que postulam indenizações: “Então eles não estavam fazendo uma  rebelião, mas um investimento."

Sendo a personalidade da candidata Dilma Rousseff uma mescla de oportunismo e estultície, é conveniente que lhe entreguemos o governo de nosso País? Creio que não. Adverte-nos a Sagrada Escritura tanto contra quem não sustenta o que diz quanto contra as mulheres estultas. Vejamos:


"Diz apenas "sim", quando é "sim"; e "não", quando é "não". O que disseres para além disto vem do Maligno."  (São Mateus 5:37)
"A mulher sábia constrói o seu lar; a insensata destrói-o com as próprias mãos." (Provérbios 14:1).



Pax Domini,


O cruzado Extemporâneo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

De novo, a cultura da morte

Prezados leitores,
Salve Maria!









Para assombro de todos os cristãos, recentemente foi anunciado o primeiro teste de uma terapia envolvendo o uso de células tronco embrionárias humanas. Mais uma vitória daqueles engajados na campanha pela pela completa dessacralização do dom da vida, conforme nos advertiu Dom Aldo Pagotto.

A insistência em técnicas terapêuticas tão brutais quanto desacreditadas é reveladora. Brandindo fins respeitáveis para convencer as pessoas de que querem curar doenças e mitigar o sofrimento neste vale de lágrimas, o que os tecnocratas envolvidos com esse experimento macabro (e consabidamente útil apenas para destruir embriões) pretendem é criar um brave new world huxleyano, no qual os fins alegados por uma casta de cientistas charlatães sempre justficam os meios torpes por ela empregados para refazer o mundo a imagem e semelhança de suas utopias.

Inexeqüíveis que são, essas utopias demandam meios de ação crescentes para que os que as cultivam supostamente possam conseguir implementá-las. Meios esses que tanto as leis quanto as convenções sociais eivadas de princípios cristãos não colocam ao alcance da casta tecnocrata. É nesse contexto que a vida humana, protegida tanto pelo ordenamento jurídico quanto pelos valores amplamente difundidos entre o povo, precisa então ser banalizada e relativizada, já que ela é mãe de todas as garantias que alguém possa ter. Afinal, é fato que todos os direitos possíveis e imagináveis pressupõem o direito de existir: nenhum direito jamais foi concedido a seres inexistentes.


Não há melhor meio para banalizar e relativizar o direito à vida que criar precedentes para destruí-la, e por meios furtivos gradualmente ir tonado-os mais abrangentes e permissivos. Hoje estamos usando embriões congelados em experimentos. Amanhã estaremos mantendo estábulos de adolescentes apenas para uso de seus órgãos em transplantes. É a decorrência natural do processo, já que se um feto não pode ser considerado ser humano em virtude do grau de completude de seu desenvolvimento biológico, tampouco o adolescente poderá sê-lo, já que o lobo frontal de seu cérebro não está completamente formado. E os precedentes podem ser formidavelmente alargados se ainda levarmos em conta contextos psicológicos e sociais ...



Uma vez que o direito garantidor de todos os demais, o direito à vida., tenha sido suficientemente atenuado e relativizado, teremos criado um mundo no qual na verdade não haverá mais direitos. Assim, prevalecerá a lei do mais forte, e este terá liberdade ilimitada para fazer tudo quanto desejar, contra o que (ou quem) quer que seja, conforme lhe apeteça. Embora não admita, a casta tecnocrata aspira a ser "o mais forte" quando (e se) a implosão civilizacional chegar: nessa ocasião, teoricamente os meios de ação ilimitados dos quais falamos estarão a seu dispor para criar, a partir dos escombros da humanidade, a suposta civilização ideal que nunca existiu senão nos próprios sonhos degenerados e francamente doentios. Ou é possível enxergar sanidade mental (ou espiritual) em quem sonha com meios de ação ilimitados, sabendo que o Único que verdadeiramente os tem é a Onipotência Divina?

Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus nunc et in hora mortis nostrae

Portanto, peçamos hoje a Nossa Senhora que ela nos livre da soberba e da pretensão de nos igualarmos a Deus. Peçamos também que ela nos proteja daqueles que cultivam essa pretensão.


Pax Domini,



O Cruzado Extemporâneo

Busquemos a graça de imitar Nossa Senhora

Prezados leitores,
Salve Maria!



A devoção a Nossa Senhora é hábito muitíssimo recomendável, como bem se sabe. Entretanto, para além de sua poderosa intercessão em nosso favor (afinal, que Filho nega um pedido a Sua Mãe?), Maria Santíssima nos lega seu fascinante exemplo de vida, vida essa pautada pela humildade e pelo recato, pela renúncia a si mesma em favor do próximo e sobretudo em prol do radical cumprimento da vontade de Deus.

O mundo de hoje, espiritualmente corroído pelo hedonismo e pelo materialismo, gradativamente tem se desincumbido de quaisquer atividades que demandem algum sacrifício ou esforço (mesmo os insignificantes sacrifícios do tédio e o do silêncio são quase sempre insuportáveis para o cidadão médio, mesmo o católico. A proliferação de músicas estúpidas revela mais uma vontade de mitigar a ociosidade tediosa e o mal-estar do silêncio que propriamente uma opção pela idiotice e pelo barulho). Ao se omitir culpavelmente dos encargos enfadonhos e estafantes, o atual mundo torna-se antípoda de Nossa Senhora, disposta que sempre foi em agir conforme princípios, e não segundo vontades e apetites volúveis. Ela, grávida e sem dispor de um sedan luxuoso e veloz para conduzí-la, viajou até sua parenta Santa Isabel para oferecer seu serviço. Ela, vivendo em uma sociedade que apedrejava mulheres que engravidavam fora do casamento, ainda estando noiva se atreveu a dizer sim ao Espírito Santo para que em seu útero Ele miraculosamente conjugasse em carne humana o Sacratíssimo Verbo da nossa redenção. Como se vê, Nossa Senhora era mais amiga do Bem e da Verdade que da comodidade.

Fico imaginado o que aconteceria se o Espírito Santo precisasse hoje de uma mulher para que fosse concebido o Filho de Deus. Umas recusariam, alegando que a Santa Maternidade proposta pelo Paráclito lhes atrapalharia os estudos. Outras rejeitariam a oferta com horror ante a perspectiva de engordar alguns quilos com uma gestação, ainda que a mais nobre e santa de todas. Finalmente, algumas talvez até aceitassem, mas uma vez escarnecidas por não serem mães dos filhos de seus maridos, ou ainda afligidas por dificuldades econômicas mais ou menos severas, provavelmente acabariam por recorrer ao aborto, transformando a maravilhosa obra da Encarnação do Verbo em um anônimo montículo de lixo hospitalar, para gáudio dos políticos que se dizem favoráveis à autonomia das mulheres sobre seus corpos, e sobretudo para grande júbilo daquele que é homicida desde o princípio.

Nós, cristãos, devemos procurar combater em nós a inclinação para a frouxidão e para a preguiça, próprias do hedonismo. Saibamos estar atentos aos apegos que nutrimos a tudo que é fácil e imediato, a todo prazer fugaz, a tudo que propicia satisfações e deleites aos reclames da carne. Porque se não soubermos resistir àquilo que é prazeroso, não estaremos aptos a resistir àquilo que é doloroso, e com isso não conseguiremos ser resolutos o suficiente para cumprir ou deixar que se cumpram em nós os desígnios divinos quando adversas forem as circunstâncias. Em outras palavras, procuremos orar e trabalhar pela obtenção da graça da fortaleza e da disciplina, para que com elas possamos perseverar nas sendas do Altíssimo, única esperança de salvação. Não deixemos a adição espiritual pela facilidade e pela comodidade nos impelir, por medo de qualquer agrura, a abortar a obra de Deus em nossas vidas. Com os preciosos auxílios da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, alcançados a nós pela intercessão de Maria Santísima, que possamos nós buscar nos aperfeiçoar na imitação de Nossa Senhora para que Dele sejamos dignos.




Pax Domini,


O Cruzado Extemporâneo

Dia 12 Outubro - Dia de Nossa Senhora Aparecida




Prezados leitores,
Salve Maria!



Hoje o povo católico comemora o Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Nesta data tão importante, nada mais natural que presentear a homenageada.

De fato, é de praxe que presenteemos as pessoas em ocasiões importantes. Damos presentes de aniversário aos amigos e parentes. Damos presentes aos noivos que contraem núpcias. Damos ovos de chocolate para as crianças na Páscoa. Trata-se de um salutar costume que demonstra afeto e consideração por aqueles que estão em posição de autoridade e/ou são da nossa estima.

Sendo Nossa Senhora uma figura do mais alto relevo, a quem o Anjo Gabriel saudou com "Ave", epíteto usado na Sagrada Escritura unicamente para saudar governantes e pessoas de grande prestígio, reconhecemos pois a majestade que o Altíssimo quis dar a sua humilíssima serva, e ansiamos por homenagear essa majestade condignamente, com os mais nobres e finos presentes. O fato de tão sublime Rainha ser também nossa Mãe soma ao temor reverente que por ela temos o apreço e o amor filiais, tornando a vontade de presenteá-la ainda maior.

Entretanto, cônscios que estamos do agudo contraste existente entre a pequenez de nossos meios (materiais e espirituais) e a formidável realeza que Maria Santíssima tem consigo nos céus, nos sentimos incapazes de homenageá-la, e isso põe a nu ante nossos olhos a profunda miséria na qual nos encontramos,o que nos entristece e envergonha. E uma vez tristes e envergonhados, nos sentimos irresistivelmente compelidos a clamar por sua intercessão a um tempo real e maternal, e não demora estamos dirigindo-lhe pedidos e súplicas.

Assim, decerto cairia por terra qualquer pretensão séria de homenageá-la apropriadamente. Contudo, para nossa sorte, a Virgem Santa se compraz justamente com a nossa súplica, e essa é uma das razões pelas quais ela insiste tanto na devoção ao Santo Rosário, composto em boa parte por uma única súplica dirigida a ela: "Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus nunc et in hora mortis nostrae. Amen.". Boa mãe que é, Nossa Senhora aceita de bom grado a única coisa que por vezes temos a oferecer-lhe, de modo similar ao que fazem nossas mães carnais quando genuinamente se alegram com presentes tão requintados quanto uma dobradura feita na escola!

Com isso, constatamos a generosidade de nossa Mãe Santíssima, que alcançando a nós todas as graças de seu Filho, dando-nos tudo, tão pouco de nós demanda. Que nós saibamos retribuir esse amor tão profundamente desinteressado, ainda que seja com a modesta dobradura das nossas súplicas no Santo Terço. Aproveitemos, então, para suplicar pelas nossas vidas, pelo Santo Padre e pela salvação do Brasil.




Pax Domini,

O Cruzado Extemporâneo

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dom Aldo Pagotto, arcebispo metropolitano da Paraíba, condena aborto e expõe os contínuos esforços do governo petista em legalizá-lo

Prezados leitores,
Salve Maria!


Anteontem à noite tive a grata surpresa de me deparar com este excelente vídeo produzido por Dom Aldo Pagotto, arcebispo metropolitano da Paraíba. Nele, Dom Aldo orienta os fiéis a adotarem um estado de prevenção contra a cultura de morte que a Organização das Nações Unidas (ONU) tem sistematicamente promovido mundo afora, cultura essa que inevitavelmente desemboca em iniciativas visando a descriminalização do aborto e da eutanásia, como lamentavelmente temos visto em nosso País.


Não se eximindo em "dar nome aos bois", Sua Eminência aproveita para dizer claramente que o mais engajado defensor dessa cultura anti-cristã no Brasil de hoje é o Partido dos Trabalhadores (PT), obedinte que sempre foi aos desígnios dos burocratas apóstatas da ONU.



Felicito o arcebispo metropolitano da Paraíba por corajosamente emprestar sua imagem ao bom combate em prol do direito de nascer de cada criança. Que Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da Virgem Santíssima, possa abençoar ricamente a vida e o apostolado de Dom Aldo!



Pax Domini,


O Cruzado Extemporâneo

O PT é a favor do aborto. E você, cristão?

Prezados leitores,
Salve Maria!


Dado que o tema do aborto foi alçado ao centro das eleições presidenciais deste ano, convém que os católicos se instruam nos preceitos de sua fé e ajam em conformidade com eles, REPUDIANDO os candidatos comprometidos com a causa, ou , quando justas circunstâncias não permitirem fazê-lo de todo, ao menos optando por aqueles menos engajados no intento demoníaco de destruir fetos humanos. Evidentemente, pautar julgamento a respeito por aparições públicas de candidatos em templos ou ao lado de pessoas ditas cristãs não é um bom critério.

Supondo que Dilma e Serra sejam igualmente partidários do abortismo, quem quiser votar contra o aborto legalizado/descriminalizado deve optar por José Serra nas eleições presidenciais. Digo isso porque o PSDB, diferentemente do PT, não tem posição formalizada sobre o assunto, o que permitiria que o candidato tucano, caso se convertesse de uma possível inclinação abortista, não sofresse sanções partidárias por violar o estatuto de sua agremiação. Dilma Rousseff, a seu turno, não disporia de semelhante autonomia, já que seu partido há muito tempo já formalizou sua posição à favor da descriminalização do aborto, e efetivamente sanciona os filiados recalcitrantes a respeito.

Para que ninguém diga que calunio o PT e sua candidata, apresento as fartas provas do abortismo entranhado na ideologia deste partido.



Marcha Mundial das Mulheres acusa Fantástico de criminalizar mulheres pobres

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/movimentos-9/marcha-mundial-das-mulheres-acusa-fantastico-de-criminalizar-mulheres-pobres-14021.html

5/08/2010 “Uma abordagem séria deveria ampliar o debate sobre a autonomia da mulher sobre o próprio corpo, sobre os métodos contraceptivos e, principalmente, sobre a questão de saúde pública”, diz a socióloga Tica Moreno, militante da Sempreviva Organização Feminista, que integra a Marcha Mundial de Mulheres.
As ativistas sustentam que a criminalização do aborto atinge as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, por serem obrigadas a recorrer a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros. A nota lembra que a emissora tem assumido papel de polícia ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino.









Resolução contra a instalação da CPI do Aborto é aprovada no DN

http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/resolucao-contra-a-instalacao-da-cpi-do-aborto-e-aprovada-no-dn-237.html

10/02/2009 O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, é contrário a CPI do Aborto e reafirma o compromisso de luta pela descriminalização do aborto e em defesa da igualdade e autonomia das mulheres sobre seu corpo e sua vida.
O Partido dos Trabalhadores - PT- em seu 3° Congresso Nacional, ao tratar deste tema definiu e aprovou a seguinte resolução: ´´defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres, na sua maioria pobres e negras, em decorrência do aborto clandestinos e da falta de responsabilidade dos Estados no atendimento adequado às mulheres que assim optarem.`` Tratar desse tema criminalizando as mulheres, impondo valores religiosos ou morais, é apostar no autoritarismo que queremos que não exista em nossa sociedade.




Mulheres pobres sofrem mais com criminalização do aborto, diz pesquisa

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/sociedade-4/mulheres-pobres-sofrem-mais-com-criminalizacao-do-aborto-diz-pesquisa-4352.html

05/05/2010 Tornar público um tema que para muitos ainda é um tabu foi o objetivo da CUT-PR e da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), no evento realizado no dia 30 de abril, no Espaço Cultural dos Bancários, em Curitiba. Com o tema “Legalização do aborto: essa luta também é nossa”, militantes expuseram a questão apontando alguns números significativos para argumentos favoráveis.
Atualmente, no Brasil, o aborto é legalizado apenas para casos de estupro ou de risco para a vida da mãe. A campanha da CUT e da MMM tem por objetivo a aprovação de uma lei federal que permita o atendimento em hospitais públicos, com condições devidas, e a regulamentação do procedimento.


CARNIFICINA É NÃO DESCRIMINALIZAR O ABORTO: UM DIREITO DA MULHER, UM DEVER DO ESTADO

http://www.pt.org.br/s16a95n9441

05/07/2010 As Centrais Sindicais brasileiras repudiam e manifestam a sua indignação à declaração do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que afirmou nesta segunda-feira, dia 21, durante sabatina do Jornal Folha de São Paulo, que não mexeria na atual legislação sobre o aborto. Para ele "liberar o aborto criaria uma verdadeira carnificina no país."
O reconhecimento do direito das mulheres em decidir sobre sua sexualidade e reprodução é o princípio dos direitos humanos e da cidadania que substancia os direitos sexuais e os direitos reprodutivos.
Por isso, nós Centrais Sindicais, abaixo assinadas reiteramos nosso repúdio às palavras de José Serra e reforçamos o compromisso que assumimos na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora realizada no dia 1º de junho de 2010, onde as centrais assumiram a luta pela descriminalização do aborto e seu tratamento enquanto questão de saúde pública
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     Padres e Bispos da CNBB cometeram crime eleitoral

     http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/padre-e-bispos-da-cnbb-sp-cometeram-crime-eleitoral-23701.html

05/10/2010 Integrantes da ala ultraconservadora da Igreja Católica distribuíram panfleto na saída de missas e fizeram proselitismo contra a candidata Dilma Rousseff, no dia da eleição.
A matéria relata que, no dia da eleição, o padre Paulo Sampaio Sandes expôs na homilia o suposto veto da Igreja Católica brasileira a Dilma e a todos os candidatos do PT. Segundo informa Maria Inês Nassif, o padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional que é contra, entre outras coisas, o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Na saída da missa, o padre distribuiu uma carta onde a regional da CNBB pede aos fies que não votem em candidatos que defendem o aborto, nomeando os candidatos petistas. Não foi um caso isolado.





DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso

http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html

17/09/2009  O Diretório Nacional do PT, reunido nesta quinta-feira (17), analisou os pareceres das Comissões de Ética instauradas contra os deputados federais Luiz Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC).

Por unanimidade, os membros do DN entenderam que os dois deputados infringiram a ética-partidária ao “militarem” contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto.

Os dois tiveram seus direitos partidários suspensos: Luiz Bassuma por 1 ano e Henrique Afonso por 90 dias.

Considerando que o Estatuto do PT garante a todo e qualquer filiado o direito de manifestação pública sobre questões doutrinárias e políticas, sendo, portando, admissível que um militante petista se pronuncie contrariamente a uma posição partidária, desde que os faça respeitosamente e dentro dos limites éticos cabíveis; Considerando, contudo, que o comportamento do deputado acusado não se limitou ao mero exercício do direito à liberdade de expressão, mas assumiu uma dimensão militante e agressiva contra diretriz definida em resolução do 3º Congresso Nacional do PT;

Considerando ainda que o deputado acusado em nenhum momento solicitou a discussão, nas instâncias competentes, a respeito da resolução do 3º Congresso sobre descriminalização do aborto, nem invocou o direito assegurado no Artigo 13, inciso XV do Estatuto partidário;

Considerando, finalmente, que o deputado acusado teve atitudes desrespeitosas e ofensivas à ética partidária em relação a militantes e parlamentares petistas que defendem a descriminalização do aborto, nos termos da resolução aprovada no 3º Congresso.


Di Franco: entre teorias e prática

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/geral-8/di-franco:-entre-teorias-e-pratica-243.html

09/10/2009 Esclarecida a motivação real da posição adotada pelo Partido, vale ressaltar que, ao aprovar em seu III Congresso Nacional uma posição favorável à descriminalização do aborto, o PT, enquanto partido político caracterizado pelo respeito à diversidade, seja de pensamentos, crenças, filosofias, etnias, classe e tantas outras que dão vida à sociedade como um todo, não fez uma escolha contra ou a favor do aborto, mas reforçou sua opção natural pelo exercício da democracia, pela liberdade de escolha, pela defesa dos direitos sexuais e reprodutivos na ótica da defesa dos direitos humanos.




Alessandra Terribili: Estatuto do Nascituro: Mais uma aberração a ser combatida

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/sociedade-4/alessandra-terribili:-estatuto-do-nascituro:-mais-uma-aberracao-a-ser-combatida-4622.html

20/05/2010 Não bastassem todos os ataques cotidianos à dignidade das mulheres, neste 19 de maio tivemos mais uma lamentável notícia. Os deputados da bancada fundamentalista conseguiram que passasse pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados uma aberração nomeada “Estatuto do Nascituro”, que visa, entre outras coisas, revogar direitos conquistados pelas mulheres e aprofundar a realidade de dominação que as submete, inclusive, a risco de morte e de sequelas todos os anos.

O tal projeto de lei elimina os casos de aborto previstos atualmente em lei: quando há risco de morte para a mãe e quando a gestação é decorrente de estupro. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas.

Não há nenhuma novidade nisso. O fundamentalismo religioso que procura impor sua crença a todos, desrespeitando o princípio democrático e republicano de laicidade do Estado e mesmo o direito à liberdade religiosa, é o mesmo que conhecemos em uma série de oportunidades, sempre atentando contra a vida das mulheres, seus direitos e sua autonomia. Muitos ataques são desferidos contra a luta das mulheres pelo mesmo e conhecido grupo de parlamentares que visam a mantê-las subjugadas.


Propostas absurdas como a apelidada de “bolsa-estupro”, por exemplo, por oferecer dinheiro para que as mulheres vítimas de violência sexual não interrompam uma gravidez daí decorrente, sempre pipocam com o intuito de retroceder nos direitos das mulheres. Mas a cada vez os fundamentalistas se superam e, com criatividade impensável, propõem mais mecanismos para impedir que as mulheres sejam seres humanos livres e autônomos. Aproveitam a proximidade do período eleitoral para rebaixar o nível dos debates, para nos condenar a tomar decisões sobre a vida das mulheres a partir de uma crença que é de alguns, mas eles querem impor a todos.

Sempre defendemos e defenderemos o direito à liberdade religiosa, liberdade de culto e de crença, mas não aceitaremos que Igreja nenhuma criminalize as mulheres para evitar que exerçam sua autonomia. O corpo e a vida das mulheres não é um objeto a ser controlado e vigiado, que possa ser objeto de tutela nem da Igreja, nem dos juízes, nem do Estado.

Portanto, retroceder a esse ponto, obrigar mulheres vítimas de violência sexual a levarem essa gestação a cabo, inviabilizar a interrupção de uma gravidez que traga risco de morte à mulher, é inadmissível e incabível. É uma crueldade que não tem tamanho. Não podemos tolerar a violência contra as mulheres. Criminosos são os agressores!

Como resposta, mais uma vez, vamos aprofundar nossa luta em defesa da legalização do aborto e contra a violência contra as mulheres. Sabemos que as chances de uma aberração como essa passar impunemente pela Comissão de Constituição e Justiça são mínimas. Também sabemos que muitos companheiros e companheiras da Igreja estão conosco na nossa luta, e que a opinião dos fundamentalistas está distante de ser unanimidade entre os religiosos. Neste momento, queremos contar com esses e com companheiros e companheiras parlamentares, solidários à luta das mulheres, que querem construir conosco um mundo de igualdade, liberdade, justiça, solidariedade e livre de qualquer tipo de opressão.






Texto para programa de governo do PT

www.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/mulheres.doc

Nesses anos, a SNM tem tido como trabalho a articulação interna das mulheres, formando secretarias estaduais, hoje organizadas em 24 estados, realizado seminários de formação em parcerias com outras entidades/secretarias, colaborando na elaboração/discussão dos planos de governos, participado das discussões internas do Diretório Nacional (DN) e da Comissão Executiva Nacional (CEN). A secretaria incentiva e apóia candidaturas de mulheres, discute com os governos a importância dos órgãos de políticas para as mulheres, acompanha o trabalho da bancada federal, discute e atua em parceria com os movimentos sociais visando à melhoria da qualidade de vida para as mulheres e toda a sociedade. No III Congresso do PT a secretaria apresentou e aprovou resoluções importantes para a vida das mulheres, inclusive a atuação pela descriminalização do aborto.






13º Encontro Nacional - PT Partido dos Trabalhadores

www.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/cnb%20mulheres.pdf

No III Congresso, em 2007, o percentual de 30% de participação das mulheres se estendeu também para as delegações enviadas aos encontros e congresso do nosso Partido. Também aí se deu a aprovação de um outro ponto importante: a descriminalização do aborto com atendimento na rede pública de saúde, uma bandeira histórica das mulheres do PT e do movimento social.












CUT cobra ações concretas pela igualdade de gênero no trabalho

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/nacional-2/cut-cobra-acoes-concretas-pela-igualdade-de-genero-no-trabalho-3385.html

01/03/2010 Às vésperas da celebração dos 100 anos da Declaração do Dia Internacional das Mulheres, as seis centrais sindicais brasileiras (CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, UGT, Nova Central) se reuniram na sexta-feira (26), na região central de São Paulo, com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire (SPM), para discutir questões de gênero, trabalho e sindicalismo.

A dirigente falou ainda sobre a necessidade de lutar para equiparar os direitos das trabalhadoras domésticas com os demais trabalhadores e de retomar a campanha do início dos 1980 apontando a creche como um direito às crianças do campo e da cidade e uma obrigação do Estado. Além disso, ela reafirmou a posição da Central favorável à extensão da licença maternidade e também da licença paternidade para seis meses como forma de dividir as responsabilidades sobre a criação dos filhos e o pleno acordo com o PNDH-3 (Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos), que cita a descriminalização e legalização do aborto.








13 PONTOS para um manifesto ao 3º CONGRESSO DO PT – 2ª edição

http://www.pt.org.br/portalpt/3congresso/arquivos/congresso/Treze_pontos_para_uma_plataforma_de_soberania_nacional.pdf

Levantamos algumas das medidas necessárias para uma Plataforma de Soberania da Nação, a ser apresentada ao 3º Congresso do PT. Nela, todos encontrarão o lugar de suas lutas: Os negros que lutam contra a opressão, a discriminação racial e a violência policial; as mulheres que lutam pela igualdade, pelo direito ao aborto, salário igual para trabalho igual; a juventude que luta pelo direito a um futuro, com direito ao estudo, emprego, diversão e arte; os povos indígenas que lutam pela demarcação das terras e assistência. Enfim, todos os oprimidos e explorados – afinal, foi para isso que o PT foi fundado! Porque juntos, unidos pelos nossos interesses, somos fortes.






PNDH3: Só ampliação do debate pode vencer disputa ideológica, diz ministro

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/sociedade-4/pndh3:-so-ampliacao-do-debate-pode-vencer-disputa-ideologica-diz-ministro-3323.html

24/02/2010 Para além da criação da Comissão da Verdade, entre os erros que o ministro pretende corrigir estão temas como a legalização do aborto e a proibição de símbolos religiosos em prédios públicos. Também esta semana Vannuchi se reunirá com o movimento de mulheres para construir um acordo em torno da redação do aborto. A idéia é aprovar um texto que amplie as possibilidades de exercício do abortamento legal, considerando a questão da saúde pública, mas sem passar pela "autonomia da mulher para decidir sobre seu próprio corpo", já que aí há uma discordância do próprio Presidente Lula. Sobre a questão dos símbolos religiosos, o ministro acredita que a diretriz do Programa que pretende impedir símbolos religiosos em prédios públicos foi descuidada e deve ser alterada.







Congresso defende descriminalização do aborto

http://www.pt.org.br/portalpt/3congresso/conteudo.php?tipo=1&codigo=93

03/09/2007 As discussões em torno da emenda “Por um Brasil de Mulheres e Homens Livres e Iguais”, apresentada pela Secretaria Nacional de Mulheres do PT, abriram espaço para um dos mais acalorados debates no plenário do 3º Congresso. O tema polêmico dizia respeito ao aborto.

A disputa se deu não só entre quem se revezava aos microfones, para defender seus pontos de vista, mas também entre os delegados. Por fim, o parágrafo que fazia a menção à “legalização” do aborto foi substituído, consensualmente, pela defesa da “descriminalização do aborto e da regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público”.

A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial deu ênfase, em seu pronunciamento, à certeza de que “nenhuma mulher neste país ou neste mundo gosta de fazer aborto. Mas nossa defesa é para que elas não morram em abortos clandestinos, não morram vítimas do descaso no sistema de saúde”. E lembrou que a legalização do aborto havia sido aprovada por aproximadamente 3 mil mulheres na 2ª Conferência Nacional das Mulheres.

A deputada Iriny Lopes compartilhou a mesma defesa. “O direito de escolher não pode ser cerceado. Nosso estado é laico. Não é possível que o PT não vá compreender que aqui está expressa a vontade das mulheres”, disse, em nova alusão à Conferência.


Adair Cunha, deputado federal, defendeu que o partido não deveria tomar posição sobre a polêmica. “Não podemos aprovar algo que violente aqueles que não concordam com o aborto. Não podemos impor”. Vaias e aplausos se misturaram em seguida.

A mesma posição foi defendida pela delegada Ângela Guadagnin. “Um feto com três meses já tem sexo definido, impressões digitais formadas. Já é uma vida completa. Eu defendo a vida, das mulheres inclusive”, disse.
Neste momento, várias delegadas, de mãos dadas, fizeram uma corrente diante da mesa que dirigia os debates. Parte do plenário bradava: “Partido, partido, é das Trabalhadoras”.








Foi durante o debate sobre esse ponto da pauta (o Brasil que Queremos), no domingo, 2 de setembro, que mulheres e homens, delegados e delegadas de nosso partido ao III Congresso deram uma grande demonstração de estarem em consonância com a luta das mulheres ao apoiarem a descriminalização do aborto. Foi aprovada, também, a cota de 30% de mulheres nas delegações aos Encontros e Congressos (a que existia se restringia às direções).

Os delegados e delegadas aprovaram, por amplíssima maioria, a descriminalização do aborto com a garantia de assistência por parte do Estado para as mulheres que decidirem interromper uma gravidez. Foi um momento histórico para a luta feminista no PT, que somente pode ser comparado ao I Congresso, em 1991, quando aprovamos o conjunto de políticas afirmativas que estão internamente em vigor há dezesseis anos e inspiraram diversas outras iniciativas feministas na sociedade civil e no Estado.

A construção desse caminho, que reafirma a pauta e a relevância da luta das mulheres dentro PT, começou no 13º Encontro Nacional, quando apresentamos ao partido uma resolução também aprovada, quase por unanimidade de votos, que exigia que os deputados federais de do PT saíssem da Frente de Defesa da Vida (sic) no Congresso Nacional.

Esse tema também perpassou nossa pauta na elaboração do programa de governo do companheiro Lula para eleições de 2006. Naquele momento, chegamos à formulação da defesa da garantia dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, pois, novamente, as reivindicações feministas sofriam contestação de setores conservadores presentes dentro e fora de nosso partido.


Com a suavização da defesa da descriminalização do aborto no texto final do programa Lula para as mulheres, constatamos que existe hoje um hiato no debate partidário, pois o PT e nossos governos muitas vezes deixam de pautar as políticas para as mulheres.

http://www.pt.org.br/portalpt/secretarias/-mulheres-16/artigos-141/pt-reafirma-seu-compromisso-com-a-luta-das-mulheres-714.html







A luta pela autodeterminação e autonomia das mulheres em relação a sua vida é um dos aspectos centrais da luta do movimento de mulheres. A defesa da descriminalização do aborto é a principal bandeira daqueles e daquelas que defendem os direitos das mulheres, não como retórica, mas como prática militante e parte integrante da superação do atual modelo político e econômico.

Há anos o movimento feminista tem reivindicado que as mulheres possam exercer plenamente seus direitos sexuais e reprodutivos, tais como: acesso aos métodos contraceptivos e anticoncepcionais seguros, e o direito de interromper uma gravidez indesejada.

O grande erro dos conservadores e conservadoras é negar às mulheres sua autonomia e buscar argumentos biológicos e científicos para disfarçar seus verdadeiros princípios, que são religiosos. O mais grave é que para sustentar sua tese tentam confundir a sociedade com um debate fragmentado, contaminado por valores morais e religiosos, transformando a mulher num pequeno detalhe.A grande verdade é que esses setores defendem para as mulheres a obrigatoriedade da maternidade, mesmo para aquelas que não desejam ser mães e criando rótulos, classificando-as em boas e más, santas e pecadoras.

Cabe aos militantes comprometidos com a emancipação das mulheres pautar os movimentos sociais, a esquerda partidária, asorganizações sindicais e a intelectualidade progressista para se contrapor a essa ofensiva anti-aborto, numa polarização que deve sair dos corredores do Congresso Nacional e ganhar as ruas, através do debate público sobre o direito das mulheres decidirem sobre sua vida.

http://www.pt.org.br/portalpt/secretarias/-mulheres-16/artigos-141/sair-dos-corredores-e-ganhar-as-ruas-719.html










No caso específico do aborto, impor a uma mulher, mesmo católica, ou fiel de qualquer outro credo religioso, uma norma que restringe sua liberdade é impedi-la de exercer direitos de cidadania. É desrespeitar sua capacidade moral de julgamento e decisão. É negar-lhe sua humanidade. Quando o feminismo propõe pensar a função reprodutiva em sua totalidade, aí incluídas a concepção, a anticoncepção e o aborto, como objeto de direitos – direitos de cidadania e direitos humanos – reconhece as mulheres como cidadãs e agentes morais capazes de tais decisões. Por isso, as JORNADAS BRASILEIRAS PELO ABORTO LEGAL E SEGURO propõem a legalização do aborto como uma das premissas da garantia do exercício da democarcia e da justiça social em nosso país.

http://www.pt.org.br/portalpt/secretarias/-mulheres-16/artigos-141/pensando-eticamente-sobre-concepcao anticoncepcao-e-aborto-720.html







Amor, aborto e Dia Internacional da Mulher
A reação da direita à proposta de descriminalização do aborto, contida na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, deve ser objeto de reflexão nessa segunda feira, 8 de março. A celebração do centenário da declaração do Dia Internacional da Mulher não pode passar ao largo de bandeiras caras ao movimento feminista que, nas últimas três décadas, lutou pelo direito da mulher de deliberar sobre seu corpo, sua vida e o permanente questionamento da divisão sexual no trabalho e na vida cotidiana.

Planejamento familiar significa, antes de qualquer coisa, condições reais de alternativas que não existem numa conjuntura de preconceito, exploração econômica, racismo, e onde o aborto é considerado um ato criminoso.


http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/sociedade-4/amor-aborto-e-dia-internacional-da-mulher-3504.html

13º Encontro Nacional - PT Partido dos Trabalhadores

http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/13o-encontro-nacional--diretrizes-para-a-elaboracao-do-programa-de-governo-146.html

22/05/2006 Combate às desigualdades e discriminações – O segundo Governo deve consolidar e avançar na implementação de políticas afirmativas e de combate aos preconceitos, à discriminação, ao machismo , racismo e homofobia. As políticas de igualdade racial e de gênero e de promoção dos direitos e cidadania de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais receberão mais recursos. A Secretaria Especial de Mulheres, a Secretaria de Promoção de Políticas para a Igualdade Racial e o Programa Brasil sem Homofobia serão fortalecidos, influenciando e dialogando transversalmente com o conjunto das políticas públicas. O Governo Federal se empenhará na agenda legislativa que contemple as demandas desses segmentos da sociedade, como o Estatuto da Igualdade Racial, a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia.